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A necessidade neurótica do amor
O homem não vive sozinho. Passa sua vida buscando um ideal de amor, deseja ser amado, aceito pelo outro. Muitas vezes, mergulhado em um mundo de imagens e apelos perde o referencial, a consciência de si.
Vivenciando a urgência da atualidade não consegue mais vislumbrar o porto seguro, a estabilidade, a continuidade. Tudo deve acontecer em “flash”: relações, trabalho, aprendizado etc.
Nestas condições, o homem vai aperfeiçoando não somente o que a cultura exige, mas também suas dificuldades internas e o sentimento de posse é uma delas. Em uma cultura onde tudo é efêmero, ter algo ou
alguém para chamar de seu pode trazer à tona algumas neuroses.
Não estou falando da neurose que nos atinge em uma situação transitória, de momento, mas daquela que começa no início da infância.
A necessidade neurótica de amor é a exigência que o indivíduo tem de ser amado, estimado, reconhecido, ajudado e aconselhado, bem como a sua dificuldade em lidar com a frustração. Enquanto para a pessoa saudável é importante ser amada e respeitada por aqueles de quem gosta ou depende, o neurótico vive uma situação de compulsão, de insaciabilidade e de sentimentos exacerbados. Dificilmente o indivíduo consegue reconhecer o seu estado e mudar sozinho. O ambiente de consultório vai ajudá-lo a desconstruir essas crenças e crescer como indivíduo, aprendendo a valorizar suas potencialidades e consequentemente sua autoestima.Localize a Psicanalista de Isabel Ruiz – SP no Almanaque Saúde
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