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AUMENTA O NÚMERO DE MULHERES QUE BUSCAM TRATAMENTO PARA PARAR DE FUMAR
É cada vez maior o número de mulheres que fumam no Brasil e no mundo. A boa notícia é que elas, ultimamente, lideram o ranking da procura por tratamentos. Dados divulgados pela Clínica Antifumo, no Rio de Janeiro, revelam que 80% dos pacientes atendidos são mulheres preocupadas cada vez mais com os malefícios do cigarro à saúde e à estética. Estudos mostram que as mulheres têm mais dificuldade para parar de fumar do que os homens. Isso se deve ao medo de fracassar, engordar e lidar com a ansiedade da abstinência.
Apesar de todas as campanhas e aumento de restrições contra o cigarro, o número global de pessoas que começam a fumar continua crescendo no Brasil e no mundo e, quem diria, as mulheres lideram a lista. Estudo da Organização Pan-americana de Saúde revela que a prevalência de mulheres fumantes no Brasil subiu de 20% para 51% em quinze anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, incluindo 250 milhões de mulheres. O aumento do número de fumantes, sobretudo do sexo feminino, é percebido também com a crescente procura das mulheres por tratamentos. Pesquisa da Clínica Antifumo, na Barra da Tijuca, revela que 80% das pessoas que chegam à clínica são mulheres, acima dos 40 anos e estão preocupadas não só com a saúde mas também com a estética.
O sexo feminino é, em média, duas vezes mais suscetível a doenças relacionadas ao fumo do que o masculino. Fumantes que fazem uso de anticoncepcionais correm dez vezes mais risco de ter um infarto e quatro vezes mais chances de ter Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como outros problemas cardiovasculares.
Apesar de preocupadas com a maior vulnerabilidade as doenças provocadas pelo cigarro, as mulheres também costumam procurar ajuda para parar de fumar receosas com os estragos do fumo na beleza. A maioria dos homens busca ajuda com medo das doenças que o cigarro pode desenvolver. Já entre as mulheres, além do risco das doenças, há uma grande preocupação com a estética, envelhecimento precoce, manchas no rosto, mau hálito, impregnação de cheiro nas roupas e no cabelo, pele do rosto acinzentada, dentes escuros e dedos da mão amarelados, entre outros malefícios do cigarro no corpo humano.
Estudos mostram que as mulheres têm mais dificuldade para parar de fumar do que os homens. Isso se deve ao medo de fracassar, engordar e lidar com a ansiedade durante o processo, e também pelo fato de os sintomas da síndrome da abstinência do cigarro serem mais fortes nelas do que nos homens. Tenho observado na Clínica Antifumo que as mulheres têm mais dificuldade em tratar a dependência psicológica com cigarro do que a dependência química. As mulheres tendem a ter uma ligação afetiva com o cigarro e, com isso, apresentam maior dificuldade para abandoná-lo.
Ana Lúcia Fraga – Psicóloga / RJ – Pós-Graduada em Psicologia Hospitalar – Diretora da Clínica Antifumo
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