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Índice Glicêmico
O conceito de Índice Glicêmico (IG) foi inicialmente proposto por Jenkis et AL. (1981). A proposta a partir do seu estudo foi de que o IG dos alimentos fosse utilizado para complementar as tabelas de composição de alimentos e para auxiliar na prescrição de dietas para pessoas com diabetes.
De maneira geral, os fatores que influenciam na resposta glicêmica são: a natureza do amido (amilose e amilopectina), a quantidade de monossacarídeos (frutose, galactose), a presença de fibras, a cocção ou o processamento, o tamanho das partículas, a presença de fatores antinutricionais (fitatos) e a proporção de macronutrientes (proteína e gordura).
O Índice Glicêmico sinaliza a forma como o carboidrato é digerido, absorvido e utilizado.
Segundo Alessandra Souza, mestre em Nutrição Humana e Aplicada pela USP, a European Association for the Study of Diabetes, Canadian Diabetes Association e a Dietitians Association of Australia, têm em suas recomendações o aumento do consumo de fibras e o alimento de baixo IG para pessoas com diabetes no auxilio do controle de peso e glicemia pós-*prandial.
No informe da WHO/FAO, para prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, concluiu que os alimentos de baixo IG, possivelmente, diminuem o risco de diabetes tipo 2 (principalmente, pelo melhor controle na liberação de insulina) e protegem contra o ganho de peso e obesidade (principalmente, pelo aumento da saciedade que proporciona redução da ingestão energética na refeição seguinte).
O IG usa uma escala que vai de 0 a 100. Assim sendo, se determinada comida provoca metade do aumento de glicemia na comparação com a glicose pura, seu IG é 50.
Carboidratos que são quebrados rapidamente durante a digestão têm o maior índice glicêmico, enquanto que os são quebrados lentamente, liberando glicose gradualmente na corrente sanguínea, têm índice glicêmico baixo:
ÍNDICE GLICÊMICO
Produto IG Pão branco 136 Batata 118 Melancia 103 Abacaxi 94 Manga 80 Arroz branco 70 Pão de centeio 68 Uva 62 Maçã 50 Pêra 47 Damasco seco 45 Lentilha 41 Feijão 35 Soja 25 Fonte: www.abeso.org.br Em um estudo de Pawlak e cols (2000) mostra que ratos alimentados com dieta de alto índice glicêmico tornaram-se obesos em um período de 32 semanas.
99% dos estudos em humanos comprovam uma menor sensação de saciedade e uma intensificação da fome em dietas de alto índice glicêmico.
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